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UMA CASA DE CAPUCHINHOS ITALIANOS EM LISBOA 253 niza<;:ao do Padre Januário, fez-se um processo, que dos tirados em Angola é o primeiro que chegou até nós 2 º. O Padre Joao Francisco, bastante conhecido pelo livro que publicou sobre a missao dos Ca– puchinhos no Congo 2 1, esteve duas vezes nesta missao, de 1645 a 1646 e de 1651 a 1654; em fins deste ano passou muito de fugida por Lisboa, quando se retirava para a Itália por ordem da Propaganda Fide, que assim o castigava por lhe ter desobedecido, ao embarcar na Espanha pela segunda vez 22 • U. - ÜUTRO GRUPO DE CAPUCHINHOS ITALIANOS INSTALA-SE NA ERMIDA DE SANTO AMARO (1644-1645) Por volta do 10 de Julho de 1644 chegaram a Lisboa, viudos da Fran¡;:a por mar, quatro Capuchinhos da Província de Génova, envia– dos igualmente pela Propaganda Fide para o Congo. Eram os Padres 20 O Padre Januário de Nola foi também para o Congo em 1645 e desde a morte do Padre Boaventura até a chegacla do novo Prefeito, o Padre Jacinto de Vetralla, em 16 ele Mar90 de 1652, teve o cargo de Vice-Prefeito. Retirou-se depois para Luanda e aí faleceu em 23 de Julho de 1653. Para preparar a sua possível beatifica9áo, fez-se em Luanda, ele Maio a Julho de 1667, um proceso das gra9as obticlas pela sua intercessáo, processo que se con– serva na Bib. Nacional de Nápoles, ms. VII-B-85 e no Arq. da Cúria Geral dos Capuchinhos em Roma, ms. H-34-1. Antes cleste, fez-se outro proccsso em Angola ou come9ou-se a fazer; foi o do Capuchinho Padre Jorge de Geel, matado pelos indígenas do Congo em 1654 e ao qua! já se refere George Cardoso (Agiologio lusitano II, Lisboa 1657, 668). Veja-se P. HrL– DEBRAND, Le Martyr Georges de Geel et les débuts de la Mission du Congo (1645-1654), Anvers 1940, 354-357. 21 Esta obra, Breve Relatione del Svccesso della Missione de Frati Minori Capuccini ... al Regno del Congo... Roma 1648. Nella Stampa della Congregatione ele Propaganda Pide, foi publicada novamente em Roma e Nápoles 1648, em Miiáo 1649, em Roma e Parma 1649, em Trento 1650 e em Miláo 1651, além de um resumo editado em Roma 1649. Tracluzida integralmente ao francés, foi publicada cluas vezes em Lyon, s.a. [1649] e, abreviada e vertida ao alemáo, eclitou-se em Constan9a 1664, em Würzburg 1667 e em Augsburg 1699, como parte do livro Neue Jerosolymitanische Bilger=Fahrt, do Padre Inácio von Rheinfclclen, e separadamente em Lucerna 1912. O livro Mission evangelica al Reyno de Congo por la Se– rafica Religion de los Capuchinos. Dedica/a al Rey Nuestro Señor: Que Dios guarde Don . Joseph Pellicer de Tovar... Madrid 1649, pode-se considerar urna aclapta9áo espanhola da obra do Padre Joao Francisco. 2 2 O Padre .Toao Francisco, que da Provincia da Umbria passou para a de Roma, onde foi Secrctário Provincial (MMA 8, 471), seguiu também para o Congo em 1645. Em 1646 foi . enviado com o Padre Angelo de Valencia a Holanda e a Roma, como Embaixador do Reí cangues. A 13 de Fevereiro de 1651 embarcou, em Cáclis, novamente para o Congo, a chefiar um grupo ele dezóito missionários, apesar da orclem que em meados ele 1650 a Propaganda !hes <lera para regressarem a ltália. A 24 de Abril a Propaganda orclenou ao Padre Jacinto de Vetralla que, cheganclo ao Congo, enviasse para Itália o Religioso desobediente; o Padre Jacinto, que desembarcou em Luanda a 16 ele Margo ele 1652, só dais anos clepois, em Abril de 1654, mandou para Europa o Padre Joáo Francisco, que passou brevemente por Lisboa -·em Novembro desse ano. De 2 de Novembro ele 1655 a meados ele 1656 esteve novamente em Lisboa, como chefe de um grupo ele Capuchinhos que se enviavam para o Benim, mas a Propaganda tirou-lhe o cargo e chamou-o novamente para Roma, onde morreu pouco depois, .,em 31 ele Julho ele 1656, tratando dos apestados no hospital que se improvisara na Ilha

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